quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Terra Bosta




Ele está morto
morto de morte morta,morrida e matada.

A tumba o entediava,
decidiu voltar pra antiga morada,
pra Terra tosca e cagada
para iniciar uma nova jornada.

Achou que depois de muito tempo de sua morte passada,
a Terra estaria melhor populada.

Quando chegou,viu só bosta empoçada,
apenas merda,podre e rala
Que de tempos diferentes datava,
de ontem,hoje e até de amanhã de madrugada.

Não viu seres humanos,só canalhas,
seres que de bom,
não tinham nada.

Vendo o lixo,
atirou-se do precipício
e livrou-se deste maldito suplício.

Morto e sepultado
extremamente aliviado,
Viveu o futuro
Previu o passado.

E o passado,
ele destruiu,
ele chorou e sorriu,
gemeu e dormiu.

Morreu,cresceu e sumiu
girino fluiu
ele mesmo se reprimiu,apertou o pescoço e grunhiu,
dele,algo saiu,um fio,um rio,ele riu...

2 comentários:

André disse...

tchê, muito legal - sem palavras para descrever - passa dor mas de uma maneira ironica...a vida é uma merda mas é a nossa merda e temos que suporta-la! belo texto! fudidos até o fim da existencia...isso torna os seres humanos iguais. abraços

Eric Drummond Poète disse...

Victor,

Adorei o seu novo poema... sei que comentaram dizendo representar dor e vi isso também... mas fui além, ou talvez aquém, não sei; não sei ao certo o que quis dizer, mas a meu ver é um poema que trata também de começo, meio e fim; passado, presente e futuro... sendo o passado regular, apesar de aparência maravilhosa em se olhando do presente, esse péssimo; e um futuro, almejado por muitos e inatingível por quase todos, melhor, muito melhor que o bom passado; algo realmente transcendental...


Abraços,


Eric Drummond Poète